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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Todos os Preceitos e a Árvore da Vida

Um dos assuntos relatados na nossa Porção Semanal (Bereshit) é o mandamento de D’us a Adam, para não comer da Árvore do Conhecimento do bem e do mal. Nas interpretações bíblicas (Midrash) consta que o mandamento de não comer da árvore foi dado a Adam na sexta-feira à tarde, e a ordem era somente até a entrada do Shabat. Isto significa que a proibição de comer da árvore teria a duração e obrigação de apenas três horas. No entanto, Adam não conseguiu conter-se e transgrediu esse preceito, comendo do fruto da árvore.

Surge uma pergunta: como é possível que Adam, formado pelo próprio D’us, “uma criatura das palmas de Hashem”, não conseguiu conter-se e deixar de comer da árvore por apenas um curto tempo? A resposta a isso é: toda a intenção do instinto mau é fazer com que o judeu contrarie a vontade Divina, impedindo-o de cumprir os preceitos, fazendo-o transgredir os mandamentos Divinos.

Portanto, quanto mais importante a ordem, quanto mais elevado o cumprimento de um preceito, mais esse instinto empenha-se para impedir a realização do mandamento.

Cada um de nós, de vez em quando, sente essa batalha dentro de si mesmo. Existem preceitos que aparentemente são fáceis de cumprir, e mesmo assim encontramos muita dificuldade para realizá-los. O mau instinto atrapalha o seu cumprimento, pois possivelmente esse mandamento específico é muito importante para nossa alma.

O mesmo acontece em relação a Adam. Pode parecer muito fácil cumprir a ordem de não comer da árvore, mas pela sua grande importância (como vemos pelas consequências dessa falha), o mau instinto se empenhou muito para incitar Adam ao pecado.

A Árvore do Conhecimento ensina que um judeu nunca deve pensar que realizará um preceito mais sério da melhor forma possível, porém no caso de uma ordem mais leve, não irá cumprí-la da mesma forma. De vez em quando, justamente um preceito que aparentemente se apresenta simples é tão importante, e deixar de cumpri-lo pode causar uma imensa descida.

Isso nos ensina que devemos cumprir todos os mandamentos da melhor forma possível, sem distinguir entre um preceito e outro.

Extraído do Licutê Sichot, vol. III, págs. 747-748

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Nova URL do Blog da Ushemo Echad

Após quase 1 ano de existência, sendo uma Rádio 100% Online, a Ushemo Echad está gradativamente mudando de endereço em seu Blog e este é o NOVO ENDEREÇO DE URL DA NOSSA RÁIDO: www.radioushemoechad.blogspot.com.br.

Estaremos mantendo o endereço anterior (http://radiojudaica.blogspot.com.br) até todos estarem familiarizados com o novo endereço do Blog da rádio.

Significado de Yom Kipur e Interrupção da Programação da Rádio

NESTE DIA SAGRADO DE YOM KIPUR INTERROMPEMOS A PROGRAMAÇÃO DA RADIO

Dentro de algumas horas, ao pôr do sol desta sexta-feira dia 03/10/2014 ao pôr do sol de sábado dia 04/10/2014 iniciaremos a observação do dia sagrado de Yom Kipur.

Vamos aproveitar a ocasião para estudar sobre o significado de Yom Kipur, um dia de busca do perdão do Eterno, bendito seja Ele, conforme instruído em sua Torah:

Leitura da Torah para Yom Kipur:
  - Bamidbar 29:7 até 29:11
  - Vayikrá 16:1 até 16:34

Em Yom Kipur, este vínculo entre a essência de um judeu e a Essência de D'us revela-se em cada judeu – e por isso todas as manchas em sua alma causadas pelos pecados são automaticamente removidas.

Esta é a diferença entre a expiação de Yom Kipur e aquela de qualquer outra época. Na última, o pecado causa manchas na alma, e por isso a pessoa deve trabalhar ativamente para conseguir a expiação – arrependendo-se, o que produz um relacionamento mais profundo entre o homem e D'us.

A maior expiação de Yom Kipur, entretanto, vem com a revelação de um vínculo tão elevado que, em primeiro lugar, nenhuma mancha pode ocorrer.

Este conceito é expresso no serviço de Yom Kipur do Cohen gadol, o Sumo Sacerdote, que representava todo o judaísmo. Um dos momentos mais importantes daquele serviço era sua entrada no Santo dos Santos, sobre o qual a Torá diz: "Nenhum homem deve estar no Ohel Moed quando ele entra para fazer expiação." O Talmud comenta que isto se refere até mesmo aos anjos. Ninguém, homem ou anjo, poderia ficar no Santo dos Santos naquela hora, pois o serviço de Yom Kipur é a revelação da unidade essencial entre os judeus e seu Criador. Apenas o judeu e D'us estão lá – sozinhos.

A obtenção do perdão

Os Rabis afirmam que a pessoa deve primeiro arrepender-se, e então obterá a expiação especial de Yom Kipur (que é infinitamente mais elevada que aquela conseguida apenas pela teshuvá).

Mas como Yom Kipur consegue isto? A expiação não é meramente a remissão da punição pelo pecado; significa também que a alma de um judeu é purificada das máculas causadas pelo pecado. Além disso, não apenas nenhuma impressão das transgressões permanece, como as transgressões são transformadas em méritos.

Que isto possa ser atingido através de teshuvá é compreensível; um judeu sente genuíno remorso pelas falhas cometidas erradicando o prazer que extraiu dos pecados.

Sua alma é então purificada. O próprio pecado deve ser visualizado como uma contribuição ao processo de teshuvá.

Uma transgressão separa a pessoa de D'us. O sentimento de ser afastado de D'us age como um lembrete para o retorno, para estabelecer um vínculo mais intenso com o Criador.
O que é a expiação obtida através de Yom Kipur? Se a expiação significa apenas a remissão da punição, seria compreensível que "o próprio dia" pudesse abolir a punição que de outra forma seria devida pelos pecados de alguém através do ano.

Mas a expiação, como dizemos, significa também a purificação das manchas da alma. Como pode "o próprio dia," sem a força transformadora de teshuvá, atingir este ponto?

Três níveis no vínculo de um judeu com D'us

O pecado afeta o vínculo de um judeu com D'us, e há três diferentes níveis neste vínculo:

1 – O relacionamento estabelecido por um judeu através do cumprimento das mitsvot: a aceitação do jugo celestial por parte do judeu e sua prontidão em seguir as diretivas de D'us estabelecem um vínculo entre ele próprio e D'us.

2 – Uma conexão íntima, mais profunda que a primeira. Como este vínculo transcende aquele forjado pela aquiescência com a vontade de D'us, permanece válido mesmo quando alguém transgride aquela vontade e por causa disso prejudica o primeiro nível do relacionamento, que a teshuvá tem o poder de purificar as manchas na alma, causadas pelo pecado – o que enfraqueceu o nível inferior da conexão.

3 – O vínculo unindo a essência de um judeu com a Essência de D'us. Isto não é restrito a nenhum vínculo, e transcende toda a expressão humana. Ao contrário dos dois anteriores, este relacionamento não pode ser produzido pelo serviço do homem a D'us, mesmo o serviço de teshuvá, pois as ações do homem, não importa quão elevadas, são inerentemente limitadas. Pelo contrário, este é um vínculo intrínseco à alma judaica, que é "uma parte do D'us acima" – e neste nível, o judeu e D'us são completamente um só.

Como este vínculo transcende todos os limites, não pode ser afetado pelas ações do homem. Assim como não pode ser produzido pelo serviço do homem a D'us, da mesma forma não pode ser prejudicado pela omissão do serviço ou através do pecado. Pecados e máculas não podem tocar este nível.

A unidade entre o judeu e D'us 

Em Yom Kipur, este vínculo entre a essência de um judeu e a Essência de D'us revela-se em cada judeu – e por isso todas as manchas em sua alma causadas pelos pecados são automaticamente removidas.

Esta é a diferença entre a expiação de Yom Kipur e aquela de qualquer outra época. Na última, o pecado causa manchas na alma, e por isso a pessoa deve trabalhar ativamente para conseguir a expiação – arrependendo-se, o que produz um relacionamento mais profundo entre o homem e D'us. A maior expiação de Yom Kipur, entretanto, vem com a revelação de um vínculo tão elevado que, em primeiro lugar, nenhuma mancha pode ocorrer.

Este conceito é expresso no serviço de Yom Kipur do Cohen gadol, o Sumo Sacerdote, que representava todo o judaísmo. Um dos momentos mais importantes daquele serviço era sua entrada no Santo dos Santos, sobre o qual a Torá diz: "Nenhum homem deve estar no Ohel Moed quando ele entra para fazer expiação." O Talmud comenta que isto se refere até mesmo aos anjos. Ninguém, homem ou anjo, poderia ficar no Santo dos Santos naquela hora, pois o serviço de Yom Kipur é a revelação da unidade essencial entre os judeus e seu Criador. Apenas o judeu e D'us estão lá – sozinhos.

Revelação da essência do judeu

Tal revelação é possível não apenas no Templo Sagrado, através do Cohen Gadol, mas para todo judeu em suas preces de Yom Kipur. Este é o único dia do ano que tem cinco serviços de prece, correspondendo aos cinco níveis da alma.

Na última prece do serviço, Ne'ilah, o quinto e mais elevado nível da alma é revelado, um nível que é a quintessência da alma. "Ne'ilah" significa "trancar", indicando que naquela hora os judeus estão trancados sozinhos com D'us. A essência de um judeu é mesclada e unida à essência de D'us.
Yom Kipur, então, é um dia no qual não existem fatores externos, quando apenas a essência do judeu espalha seu brilho.

Teshuvá pode erradicar o pecado e as manchas na alma; Yom Kipur transcende inteiramente o conceito de pecado e arrependimento – e por isso traz uma expiação mais elevada que em qualquer outra época.

Leis e costumes no dia de Yom Kipur

Pergunta:

Como é proibido jejuar no Shabat, jejuamos em Yom Kipur se cair no Shabat?

Resposta:

Esta pergunta está correta; todos os outros dias de jejum são adiados até domingo quando caem no Shabat.

 - 1 No entanto, ao contrário de todos os outros jejuns, o de Yom Kipur não é adiado, sendo plenamente observado mesmo no Shabat.

- 2 A Torá chama Yom Kipur de “Shabat shabaton” – “O Shabat dos Shabats”,

- 3 implicando que tem precedência sobre o Shabat.

Segundo os ensinamentos chassídicos, o fato de Yom Kipur cair no Shabat não nos “priva” dos prazeres – comer, beber, descansar etc. – que o Shabat normalmente nos proporciona. A natureza extremamente sagrada de Yom Kipur atinge os mesmos objetivos, embora de maneira mais elevada, mais espiritual.

Aqui estão duas explicações sobre esse tópico, extraídas das obras chassídicas:

1 – O Rei David diz:4 “Veja, o olho de D'us é dirigido para aqueles que O temem, aqueles que esperam Sua bondade, para resgatar sua alma da morte e sustentá-los em fome. As palavras hebraicas “para sustentá-los em fome” também podem ser traduzidas como “para sustentá-los com fome”. Num sentido espiritual, fome refere-se ao anseio da alma pela proximidade com D'us, um anseio que deriva do fato de que a alma é “uma parte do D'us acima”5 e sempre deseja reunir-se com sua Fonte. Em Yom Kipur, quando a alma, seus desejos e necessidades são banidos, somente essa fome, essa busca pela espiritualidade, é suficiente para saciar e satisfazer a pessoa. No dia mais sagrado do ano, somos abastecidos não por carboidratos e proteínas, mas pela revelação de nossa própria essência e seu relacionamento intrínseco com D'us.

2 – A necessidade física humana de nutrição vem da necessidade da alma de ser energizada pelas centelhas divinas inerentes dentro de cada criação física. Isso é porque a alma tem muitos níveis, e somente os mais baixos são expressos no corpo, e esses níveis de alma exigem a nutrição espiritual derivada de vários alimentos. A essência da alma, porém, é muito mais elevada que essas centelhas, e portanto não tem necessidade de ser fortificada pelo seu consumo. Assim, em Yom Kipur, quando essa essência está revelada e expressa em todo judeu, não há necessidade de comer ou beber.

Que possamos todos vivenciar um Yom Kipur elevado, um Yom Kipur que lance seu sagrado brilho – e tenha um efeito concreto – sobre o Ano Novo inteiro e abençoado.


Fonte: pt.chab.org.br

Mitzvá do dia - Positiva Nº 11- Talmud Torah - Estudar a Torá

A mitsvá número 11, conforme reunido e enumerado pelo Mestre Rambam, de abençoada memória, é a ordem Divina de ensinar e estudar a sabedoria da Torá, conhecida também como Talmud Torá.


Podemos encontrar a fonte deste mandamento na Torah no livro de Devarim 6:6,7 que nos diz: “E estas palavras que eu te ordeno hoje estarão sobre o teu coração, e inculcarás a teus filhos...”
Este mandamento está repetido muitas vezes: como em Devarim 11:19 “E ensina-los-eis”; Devarim 31:12 – “Para que aprendam”.  A importância deste mandamento e a obrigação de cumpri-lo estão enfatizadas em várias passagens do Talmud (que é a Lei Oral que explica a Torah).

O Sifri e Gemara tem vários comentários sobre cada versículo. No entanto, os comentários sobre o primeiro versículo se relaciona com a aprendizagem pessoal (por exemplo, "'falar sobre eles" - e não sobre outros assuntos "," * Veshinantam * - que as palavras da Torá deve ser acentuada em sua boca ") ou ensinar outros estudantes (por exemplo, "dos seus filhos" quando na Torah cita-se que ensinaremos Nossos Filhos, estes filhos também são os alunos que nos propomos a ensinar... "); enquanto que o segundo verso é entendida como dirigida para ensinar Torá para crianças (por exemplo, "assim como uma criança fala, seu pai ... ensina Torá").

Nos casos mais específicos e situações mais diferenciadas, quando uma pessoa não teve pai para ensiná-la Torah, ela deve se encarregar de contratar um Professor ou Mestre da Torah para cumprir a mitsvá e consequentemente ensinar a seus filhos o que aprendeu com seu Mestre e Pai sobre Torah.

No versículo de Devarim capitulo 6 verso 7 “e as inculcarás a teus filhos, e delas falarás sentados em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.” Podemos de duas maneiras explicar esse versículo. Ou a Torá está ordenando-nos a ensinar nossos filhos (basicamente, o tempo todo); ou então a Torá está nos ensinando que a nossa forma de ensinar é pelo nosso próprio comportamento - em todos os momentos! Embora a tradução mais direta de "Beshivtechá ..." é "ao deitar-te" - que também pode ser entendido como "através de seu deitar ..."

Ensinar nossos filhos não é algo que podemos isolar nosso próprio comportamento ou da nossa própria aprendizagem. Se não estamos aprendendo a cada oportunidade, estudando a Torá "quando estamos em casa e quando estamos longe ..." então não podemos razoavelmente esperar que nossos filhos se comportam de forma diferente. Eles aprendem não só pelo que dizemos, mas, muito mais poderosamente, pelo que fazemos.

Segundo nossos sábios está claro pela Torah que as mulheres não são obrigadas a obedecer a este mandamento.  Em que sentido? No sentido de o Pai instruir a Torah o seu Filho e a mãe instruir a Torah a sua filha. Em Mishlei (Provérbios) capítulo 30 sabemos que a Lei da Benevolência está na boca da esposa judia virtuosa.  Mas, sabemos que não existe uma restrição explicita para uma mãe ensinar o seu filho e estudar Torah, existe apenas a opção de se isentar, isso abre brecha para que por amor e compreensão mútua o pai e mãe colaborem entre si para um bom ambiente de ensino da Torah em seus lares, mas o líder responsável e obrigado a conduzir estes estudos é o pai.

Mas qual é a importância de estudarmos a Torah?
Estudamos Torah, porque isso é o que define a nossa relação com Hashem - Assim como nós acreditamos em Deus, amando-o, temendo-o e crendo na Sua unidade; Assim nós devemos O imitar aqui neste mundo físico; Porque o estudo da Torah nos condizirá a uma constante relação de proximidade para retificarmos e praticarmos Teshuvá. Da mesma forma que evitemos qualquer tipo de crenças ou práticas estrangeiras que lhes estão associados (Avodah Zarah) - da mesma forma que falamos as palavras de sua Torah e meditamos em todos os momentos porque isso nos trará e aumentará o vínculo mais constante com a Elevada presença e luz Divina que podemos manter - através do nosso intelecto, o que nos faz verdadeiramente humanos e reflete a "imagem de D-us", no qual fomos criados.

O estudo da Torá também nos trará não só um vinculo forte com Hashem, mas também este estudo constitui uma forma de adoração como são a oração, bênçãos, etc.
O Sifri Cap. 85 afirma que devemos  adorá-Lo através do estudo da Sua Torá, adorá-Lo no Seu santuário.
E esta foi o resumo da Mitsvá positiva de número 11 do tipo faça “Estude a Torah” – Talmud Torá.  Que o D-us Eterno, bendito seja ele, abençoe os lares de todos os ouvintes e venhamos a criar um ambiente propício em todos os nossos lares para o Estudo da Torah!


Shalom e até a próxima!

Bibliografia:
  - Torá - Editora Sefer;
  - Sefer Hamitzvot do Rambam - 613 Mitzvot - Editora Sefer
  - http://www.torah.org/learning/rambam/talmudtorah/tt1.3.html
  - http://bible.ort.org/books/torahd5.asp?action=displaypage&book=5&chapter=6&verse=7&portion=45 

Leitura do Sefer Torah - Parashat 53 - Haazinu

Leitura da Parashat Haazinu:

Mensagem para este Rosh Hashaná

SHANÁ TOVÁ UMETUKA
PARA TODOS!

Um ano bom, de boa configuração, e doce, na medida que estamos imersos na Luz do Eterno, o que faz que tudo se torne doce, mesmo as coisas que a princípio eram amargas! 

EM ROSH HASHANÁ (YOM TERUÁ) FAÇA UMA REFLEXÃO SOBRE OS SEUS ERROS, SE ARREPENDA E MUDE.

QUE AQUELES QUE AINDA ESTÃO PRESOS AO DOGMA DA IDÓLATRA DA TRINDADE, QUE SEJAM LIBERTOS. VAMOS RETORNAR AO ETERNO E A TORAH! FOI ISTO O QUE IESHUA ENSINOU!

LIBERTE-SE DA TRINDADE E SIRVA O D'US DE JACÓ! A IDOLATRIA É UM DOS PECADOS QUE PRIVAM A PESSOA DE ENTRAR NO MUNDO VINDOURO.

"A VIDA ETERNA é esta que conheçam a Ti (O ETERNO), como o ÚNICO D'US VERDADEIRO, o qual enviou Ieshua Hamashiach" (Encontra-se em Yochanan 17:3).

A dois mil anos o dogma da trindade tem levado muitos a cegueira espiritual. O "messias deus" criado por Roma tornou-se objeto de idolatria. A trindade entre todos os problemas causados, é responsável por um erro muito grave: DISTORCER A CONCEPÇÃO ACERCA DO ETERNO. Sabemos que na verdade o Sistema Religioso Romano criou uma "divindade" e um "messias deus", porém comete um grave erro na medida em que atribui este conceito ao D'us verdadeiro.

A UNIDADE DO ETERNO é o aspecto fundamental para praticarmos a genuína FÉ MONOTEÍSTA. O fato de O ETERNO SER UM, INDIVISÍVEL E INCORPÓREO é o ponto inicial e fundamental para entendermos o restante de Seus ensinamentos. Sem esta compreensão da UNIDADE do Eterno, a pessoa será levada a todo o tipo de enganos. Os membros deste sistema religioso hoje em dia adoram não somente os deuses da trindade, mas várias outras pessoas que de certa forma foram "divinizadas" embora de forma velada, na medida em que se tornaram objetos de veneração. Os segmentos que surgiram tentando reformar este sistema, embora tiraram as estátuas de adoração, continuam adorando alguém além do Eterno, o que constitui inegavelmente o pecado de idolatria. Adorar o Messias, atribuindo a ele deidade inegavelmente é um ato de idolatria. O interessante é que tanto os membros da instituição que fundou o sistema religioso romano, como as suas filhas, ambos enfatizam alguém mais, além do Eterno, para ser adorado e exaltado. Seja um "santo" ou a própria imagem do "messias deus", eles acabam recebendo mais atenção e adoração do que a "pessoa" da trindade que pretensamente representaria o Criador. D'us nos livre disto! Na verdade, não tem como concertar este sistema apóstata, e como Ieshua ensinou, não se pode colocar remendo novo em roupa velha. Em razão de tudo isto estamos tirando dos manuscritos com muito cuidado os ensinamentos genuínos de Ieshua e seus discípulos, os quais não foram adulterados e manipulados pelo sistema religioso romano.

O PROBLEMA MAIS SÉRIO É QUE A IDOLATRIA É UM DOS PECADOS QUE TEM O PODER DE PRIVAR UMA PESSOA DO MUNDO VINDOURO. Então, vamos TODOS fazermos parte do texto profético de ISAÍAS 2:2,3, voltando à ADORAÇÃO AO D'US DE JACÓ, O D'US UNO, INDIVISÍVEL E INCORPÓREO, e aprendendo a TORAH de Tsion e A PALAVRA DE D'US de Jerusalém. Que o Eterno livre as pessoas da idolatria ao messias e aos santos, e levem elas de volta a adoração ao ÙNICO D'US VERDADEIRO, O ETERNO. APENAS SOB UMA PERSPECTIVA GENUINAMENTE JUDAICA PODEREMOS ENTENDER E ABSORVER A VERDADE.

Termino com um ensinamento genuíno de Ieshua que afirma categoricamente que somente o ETERNO é o D'US VERDADEIRO. Atribuir adoração ao Messias Ieshua é desonrá-lo e desonrar o ETERNO, pois Ieshua veio para abrir uma porta para RETORNARMOS AO ETERNO E À TORAH, e não para se tornar objeto de adoração e levar as pessoas a se tornarem idólatras.

Ieshua ensinou:

"A Vida Eterna é esta que conheçam a Ti, como o Único D’us verdadeiro, o qual enviou Ieshua Hamashiach" (Encontra-se em Yochanan 17:3).

ADORE APENAS AO ETERNO. A IDOLATRIA É UM DOS PECADOS QUE PODEM PRIVAR A ENTRADA DE UMA PESSOA NO MUNDO VINDOURO!


Mitzvot do dia Ler o SHEMÁ DIARIAMENTE [KERIAT SHEMÁ] duas vezes


Vamos iniciar mais um comentário (com a ajuda dos céus) das 613 Mitzvot  de Hacadosh Baruch Hu, sendo esta Mitzvot de número 10 positiva do tipo faça, onde Hashem nos ordena ler e recitar o SHEMÁ diariamente, sempre pela manhã e à noite antes de dormir.

A prática deste mandamento se seguido diariamente, trará muitos benefícios espirituais
individuais a cada adorador sincero do Eterno Bendito seja o seu nome, pois a Luz do Eterno contigo habitará.
A fonte deste maravilhoso mandamento encontra-se no livro de Devarim 6:7 que nos diz:
"E dela falarás sentado em tua casa, andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te".

Explicações práticas desta miztvá (mandamento da Torá) estão explicados no tratado Berachót e no
Shulkhan Arukh
, no qual etá demonstrando que a leitura do Shemá [de manhã e à noite] foi ordenada por Hashem em sua Torá!

O Shemá é uma afirmação de nossa fé e confiança no D’us único e verdadeiro a quem devemos todas as bênçãos recebidas, desde o momento de nosso despertar, ao deitar, bem como nos momentos finais de nossa vida.

A leitura do Shemá como já expliquei é um mandamento positivo de número 10 da Torá que deve ser cumprido duas vezes ao dia: pela manhã na prece de Shacharit e após o anoitecer na prece de Arvit. Uma vez que o Shemá da manhã deve ser lido no primeiro quarto do dia, é aconselhável lê-lo logo após as Bênçãos Matinais,  antes da prece de Shacharit para não atrasar este horário (e durante a prece de Shacharit, o Shemá será lido novamente na seqüência normal da prece).

O Shemá é composto de três trechos da Torá (Devarim. 6:4-9; Devarim 11:13-21; e Bamidbar 15:37-41) que devem ser lidos  cuidadosamente e sem interrupção, seja por palavras, seja por gestos.

Para demonstrar reverência e temor a Hashem [Nosso Criador] Cobrem-se os olhos com a mão direita ao recitar o primeiro versículo do Shemá para maior concentração. Ao pronunciar o nome de D’us ("A-do-nai"), deve-se ter em mente que Ele é Eterno, existe, existiu e existirá.

Moshê, o nosso Mestre da Torá de abençoada memória, explica o significado de Pronunciarmos o SHEMÁ DIARIAMENTE na Parashat Vaetchanan.

Moshê explicou em detalhes o primeiro mandamento: "Crê em D’us." Disse ele:" Shemá Yisrael, Hashem E-lo-kê-nu, Hashem Echad", "Ouve, Israel, O Eterno é nosso D’us, O Eterno é Um."
Ao pronunciarmos este versículo, aceitamos o domínio de D’us.

No passado, as nações não conseguiam acreditar que havia um só D’us, também hoje o quadro não mudou pois seguimentos religiosos fundados após o primeiro século tem usurpado os escritos sagrados e apresentado dogmas de um deus trino ou um deus filho.
Alguns pensavam (e ainda pensam) que havia duas (ou mais) divindades: uma boa e outra má. Infelizmente muitas nações não acreditam num único D’us. Atualmente no Oriente há ainda povos que adoram ídolos.

No mundo ocidental muitas pessoas acreditam em D’us. (Ao mesmo tempo, entretanto, curvam-se a imagens e adoram um homem como deus.) E algumas pessoas "esclarecidas" não acreditam de todo na existência de D’us. Moshê ensinou a verdade a Benê Yisrael.
O mundo e o universo é governado por um único D’us O Sagrado Bendito Seja Ele.

Nossos sábios ordenaram que cada judeu proclamasse sua crença, recitando o versículo "Shemá Yisrael" duas vezes ao dia, pela manhã e à noite.

Se você olhar o versículo de Shemá num Sêfer Torá ou num Chumash, verá que duas letras desta frase têm o tamanho maior. São elas: áyin e dalet. (O áyin, a letra final da palavra Shemá e o dalet, no final da palavra echad).
Estas duas letras formam a palavra "testemunha". D’us disse: "Vocês, o povo judeu, são testemunhas de que sou um.
Na Outorga da Torá, vocês viram claramente que sou o único D’us."

Devemos por em mente e em prática o dever de todo e cada judeu ensinar o "Shemá" a seus filhos, em todas as gerações, sem esquecer a obrigação de amar e ensinar também a cada irmão judeu, por mais distante que se encontre hoje.  Deverá fazê-lo escutar e se aproximar.

E esse foi o comentário da mitzvot do dia, sendo esta a de número 10 onde tratamos sobre LER O SHEMÁ DIARIAMENTE [KERIAT SHEMÁ], SHALOM E ATÉ A PRÓXIMA e SHALOM A TODOS!
Bibliografia: 
   - Sefer Hamitsvot do Rambam - Editora Sefer;
   - pt.chabad.org.