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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

MITZVAH POSITIVA DO TIPO FAÇA NUMERO 12

Esta Mitzvah de número doze é o mandamento Divino através do qual D'us ordena ao Yehudim usar o Tefilin (Letotafot) na cabeça entre os olhos.

Fala sobre a obrigação do Yehudim, assim que o sol nasce pela manhã colocar o TEFILIN DA CABEÇA [TEFILIN SHEL ROSH].

Conforme expresso em Devarim Capitulo 6 Versículo 8 (parte b do versículo):
"... e serão por filactérios (do hebraico letotafot ou seja marca) entre teus olhos."




No original:
Ukshartam le'ot al-yadecha vehayu letotafot beyn eyneycha.

Este mandamento é repetido 4 vezes na Torah.

Mas o que é o Tefilin?
O termo Tefilin é reminescente da palavra Tefilá (prece).
Consiste em duas pequenas caixas quadradas de couro de um animal casher, permitidos para consumo. Devem formar um quadrado perfeito e as tiras de couro devem ser pintadas de preto, sem qualquer falha. Dentro de cada caixa encontram-se escritos em pergaminho (que também é feito de um animal casher), quatro parágrafos da Torá.

A instrução da Torá no diz apenas que devemos "devem ser como lembrança entre os olhos". Os detalhes de como devem ser escritos, preparados, encaixados foram transmitidos através da Tradição Oral, a partir de Moshê (Moshé) que recebeu todos os detalhes do procedimento diretamente do Eterno D-us (Bendito Seja) até que foram anotados pelos sábios na Mishná, no Talmud e no Shulchan Aruch, para que não fossem perdidos.
A caixinha é chamada de shel rosh "da-cabeça".

A "de-cabeça" é colocada acima da testa, de maneira a pousar sobre o cérebro. Contém quatro divisões com pergaminhos sobre os quais estão escritas quatro passagens da Torá.
A Torá descreve Tefilin como um sinal de envolvimento do indivíduo expressando seus sentimentos básicos de identificação e valores judaicos.


O que contem dentro do Tefilin?
Os quatro parágrafos da Torá que se encontram dentro dos Tefilin são:
  • Shemá Israel - Proclama a Unidade Divina, base fundamental da fé judaica: descreve a ordem Divina de colocar os Tefilin sobre a mão e a cabeça.
  • Vehayá Im Shamoa - Expressa a promessa de D'us, da compensação que nos advirá da observância dos preceitos da Torá e o aviso da retribuição pela desobediência aos mesmos
  • Cadêsh Li - O dever de Israel de sempre relembrar a redenção da escravidão no Egito.
  • Vehayá Ki - Recorda o dever de cada pai judeu de ensinar a seus filhos todos estes temas.
Por que colocar Tefilin?
As mitsvot, preceitos judaicos, são mandamentos Divinos que cada Yehudim deve cumprir. Cada mandamento tem uma maneira particular de beneficiar o judeu que a pratica. A Torá diz sobre os Tefilin: "E verão todos os povos do mundo que o Nome do Eterno é invocado sobre ti e te temerão".
O indivíduo deve lutar pela perfeição que só pode ser atingida quando cabeça, coração e mão funcionam juntos, os sentimentos do coração, o entendimento da mente e as ações da mão devem estar em consonância uns com os outros.
O próprio ato de colocar Tefilin fornece uma infusão de força espiritual ao seu usuário, capacitando-o a viver uma vida em harmonia e total equilíbrio da mente, coração e ação. Os Tefilin nos ensinam que os desejos do coração podem e devem ser dominados e elevados por intermédio dos princípios da Torá.
Um outro significado é descrito no livro do Zôhar diz que atando os Tefilin, "se amarra o instinto maligno" da pessoa. Daí a sua colocação no lado esquerdo, lado mais fraco. Assim o braço não está mais livre para mover-se contra a vontade de D'us. As correias atadas envolvendo o braço com os conceitos enunciados nos Tefilin, são para lograr que o ser humano alcance o nível predisposto de "Amarás a D'us com todo teu coração, com toda tua alma e com toda a tua força", conforme o Shemá Israel, presente nos Tefilin.


A Cabalá ensina que a alma do homem é composta de dez atributos, que equivalem aos dez canais de Energia Divina que fluem no mundo. Estes canais são conhecidos como as Sefirot. Três delas são atributos intelectuais, enquanto que as demais sete são atributos emocionais. Quando um homem usa os Tefilin, ele une sua alma - suas três Sefirot intelectuais, simbolizadas pelo Tefilin da cabeça, e as sete emocionais, simbolizadas pela tira do Tefilin da mão, que é enrolada sete vezes em seu braço - a D'us, Ele Mesmo.
Sendo os caminhos do Eterno um caminho de prática e não de filosofia, que cada Yehudim se esforce em praticar todas as manhãs a Mitzvá do Tefilin da Cebeça junto com a próxima Mitzvah que complementa esta que é a do Tefilin do braço que iremos falar no próximo estudo.


Shalom a todos e até a próxima!


Bibliografia: 
Chabad => http://www.chabad.org.br/mitsvot/tefilin/passoApasso.html
Morasha => http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=711&p=0
Livro: Sefer Hamitsvot do Rambam - Editora Sefer
Livro: Shulchan Aruch



domingo, 28 de dezembro de 2014

O Primeiro e mais difícil Exílio

A nação judaica passou por quatro exílios. O primeiro no Egito, o segundo na Babilônia, o terceiro na Assíria. O quarto e último exílio é aquele onde estamos nos últimos dois mil anos, o "exílio de Edom". (Edom significa Roma, e simboliza os países do mundo ocidental).

A porção Vayigash da Torá delineia o início da jornada do povo judeu ao exílio. D'us apareceu a Yaacov e prometeu: "Eu descerei com você ao Egito, e certamente o farei subir novamente."

Animado com essa promessa, Yaacov e seus filhos desceram ao Egito e começaram a estadia de 210 anos do povo judeu naquele país. Em muitos aspectos o exílio no Egito foi o mais difícil de todos; ocorreu antes da Outorga da Torá, que concedeu às futuras gerações a força para tolerar o sofrimento. E também, como ocorre com outras experiências dolorosas, a primeira vez que a ferida ocorre é sempre a mais profunda e a mais difícil de superar.

Além disso, o exílio dos judeus no Egito diferiu dos exílios futuros porque todos os judeus estavam envolvidos. Os exílios posteriores encontraram os judeus dispersos em todo o mundo, assegurando que toda vez que os judeus fossem discriminados em um país, houvesse outras terras nas quais pudessem desfrutar relativa liberdade, e pudessem ajudar seus irmãos.

Além disso, o próprio Egito era um país que apresentava dificuldades específicas. Não somente era espiritualmente corrupto, como nossos Sábios o descrevem como um país fortificado do qual nem um único escravo conseguia escapar.

O primeiro e mais difícil exílio serviu a um propósito positivo – agir como preparação para a Outorga da Torá no Monte Sinai. O Egito foi a provação na qual a nação judaica foi purificada e tornada digna da Torá.

Aprendemos isso do nome hebraico para Egito, Mitzrayim, que vem da palavra que significa "limitação" e "constrição". Quando o fluxo da água é bloqueado artificialmente colocando-se uma obstrução no seu caminho, a água flui ainda mais fortemente por causa do obstáculo temporário. Quando alguém segura o polegar na boca da torneira para obstruir parcialmente o fluxo, a água sai ainda mais fortemente da torneira.

Assim é o Divino propósito do nosso exílio, descobrir em cada judeu as forças ocultas e os depósitos de fé que estão na alma judaica. As dificuldades e pressões do exílio fazem estas qualidades interiores e o auto-sacrifício serem revelados.

A experiência do exílio pode ser usada em nosso maior benefício – para fortalecer nosso compromisso com a Torá e mitsvot. Assim como os judeus terminaram por deixar o Egito vitoriosos e com "grande riqueza", que sejamos dignos de trazer a Era Messiânica, agora.

Fonte: pt.chabad.org

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Todos os Preceitos e a Árvore da Vida

Um dos assuntos relatados na nossa Porção Semanal (Bereshit) é o mandamento de D’us a Adam, para não comer da Árvore do Conhecimento do bem e do mal. Nas interpretações bíblicas (Midrash) consta que o mandamento de não comer da árvore foi dado a Adam na sexta-feira à tarde, e a ordem era somente até a entrada do Shabat. Isto significa que a proibição de comer da árvore teria a duração e obrigação de apenas três horas. No entanto, Adam não conseguiu conter-se e transgrediu esse preceito, comendo do fruto da árvore.

Surge uma pergunta: como é possível que Adam, formado pelo próprio D’us, “uma criatura das palmas de Hashem”, não conseguiu conter-se e deixar de comer da árvore por apenas um curto tempo? A resposta a isso é: toda a intenção do instinto mau é fazer com que o judeu contrarie a vontade Divina, impedindo-o de cumprir os preceitos, fazendo-o transgredir os mandamentos Divinos.

Portanto, quanto mais importante a ordem, quanto mais elevado o cumprimento de um preceito, mais esse instinto empenha-se para impedir a realização do mandamento.

Cada um de nós, de vez em quando, sente essa batalha dentro de si mesmo. Existem preceitos que aparentemente são fáceis de cumprir, e mesmo assim encontramos muita dificuldade para realizá-los. O mau instinto atrapalha o seu cumprimento, pois possivelmente esse mandamento específico é muito importante para nossa alma.

O mesmo acontece em relação a Adam. Pode parecer muito fácil cumprir a ordem de não comer da árvore, mas pela sua grande importância (como vemos pelas consequências dessa falha), o mau instinto se empenhou muito para incitar Adam ao pecado.

A Árvore do Conhecimento ensina que um judeu nunca deve pensar que realizará um preceito mais sério da melhor forma possível, porém no caso de uma ordem mais leve, não irá cumprí-la da mesma forma. De vez em quando, justamente um preceito que aparentemente se apresenta simples é tão importante, e deixar de cumpri-lo pode causar uma imensa descida.

Isso nos ensina que devemos cumprir todos os mandamentos da melhor forma possível, sem distinguir entre um preceito e outro.

Extraído do Licutê Sichot, vol. III, págs. 747-748

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Nova URL do Blog da Ushemo Echad

Após quase 1 ano de existência, sendo uma Rádio 100% Online, a Ushemo Echad está gradativamente mudando de endereço em seu Blog e este é o NOVO ENDEREÇO DE URL DA NOSSA RÁIDO: www.radioushemoechad.blogspot.com.br.

Estaremos mantendo o endereço anterior (http://radiojudaica.blogspot.com.br) até todos estarem familiarizados com o novo endereço do Blog da rádio.

Significado de Yom Kipur e Interrupção da Programação da Rádio

NESTE DIA SAGRADO DE YOM KIPUR INTERROMPEMOS A PROGRAMAÇÃO DA RADIO

Dentro de algumas horas, ao pôr do sol desta sexta-feira dia 03/10/2014 ao pôr do sol de sábado dia 04/10/2014 iniciaremos a observação do dia sagrado de Yom Kipur.

Vamos aproveitar a ocasião para estudar sobre o significado de Yom Kipur, um dia de busca do perdão do Eterno, bendito seja Ele, conforme instruído em sua Torah:

Leitura da Torah para Yom Kipur:
  - Bamidbar 29:7 até 29:11
  - Vayikrá 16:1 até 16:34

Em Yom Kipur, este vínculo entre a essência de um judeu e a Essência de D'us revela-se em cada judeu – e por isso todas as manchas em sua alma causadas pelos pecados são automaticamente removidas.

Esta é a diferença entre a expiação de Yom Kipur e aquela de qualquer outra época. Na última, o pecado causa manchas na alma, e por isso a pessoa deve trabalhar ativamente para conseguir a expiação – arrependendo-se, o que produz um relacionamento mais profundo entre o homem e D'us.

A maior expiação de Yom Kipur, entretanto, vem com a revelação de um vínculo tão elevado que, em primeiro lugar, nenhuma mancha pode ocorrer.

Este conceito é expresso no serviço de Yom Kipur do Cohen gadol, o Sumo Sacerdote, que representava todo o judaísmo. Um dos momentos mais importantes daquele serviço era sua entrada no Santo dos Santos, sobre o qual a Torá diz: "Nenhum homem deve estar no Ohel Moed quando ele entra para fazer expiação." O Talmud comenta que isto se refere até mesmo aos anjos. Ninguém, homem ou anjo, poderia ficar no Santo dos Santos naquela hora, pois o serviço de Yom Kipur é a revelação da unidade essencial entre os judeus e seu Criador. Apenas o judeu e D'us estão lá – sozinhos.

A obtenção do perdão

Os Rabis afirmam que a pessoa deve primeiro arrepender-se, e então obterá a expiação especial de Yom Kipur (que é infinitamente mais elevada que aquela conseguida apenas pela teshuvá).

Mas como Yom Kipur consegue isto? A expiação não é meramente a remissão da punição pelo pecado; significa também que a alma de um judeu é purificada das máculas causadas pelo pecado. Além disso, não apenas nenhuma impressão das transgressões permanece, como as transgressões são transformadas em méritos.

Que isto possa ser atingido através de teshuvá é compreensível; um judeu sente genuíno remorso pelas falhas cometidas erradicando o prazer que extraiu dos pecados.

Sua alma é então purificada. O próprio pecado deve ser visualizado como uma contribuição ao processo de teshuvá.

Uma transgressão separa a pessoa de D'us. O sentimento de ser afastado de D'us age como um lembrete para o retorno, para estabelecer um vínculo mais intenso com o Criador.
O que é a expiação obtida através de Yom Kipur? Se a expiação significa apenas a remissão da punição, seria compreensível que "o próprio dia" pudesse abolir a punição que de outra forma seria devida pelos pecados de alguém através do ano.

Mas a expiação, como dizemos, significa também a purificação das manchas da alma. Como pode "o próprio dia," sem a força transformadora de teshuvá, atingir este ponto?

Três níveis no vínculo de um judeu com D'us

O pecado afeta o vínculo de um judeu com D'us, e há três diferentes níveis neste vínculo:

1 – O relacionamento estabelecido por um judeu através do cumprimento das mitsvot: a aceitação do jugo celestial por parte do judeu e sua prontidão em seguir as diretivas de D'us estabelecem um vínculo entre ele próprio e D'us.

2 – Uma conexão íntima, mais profunda que a primeira. Como este vínculo transcende aquele forjado pela aquiescência com a vontade de D'us, permanece válido mesmo quando alguém transgride aquela vontade e por causa disso prejudica o primeiro nível do relacionamento, que a teshuvá tem o poder de purificar as manchas na alma, causadas pelo pecado – o que enfraqueceu o nível inferior da conexão.

3 – O vínculo unindo a essência de um judeu com a Essência de D'us. Isto não é restrito a nenhum vínculo, e transcende toda a expressão humana. Ao contrário dos dois anteriores, este relacionamento não pode ser produzido pelo serviço do homem a D'us, mesmo o serviço de teshuvá, pois as ações do homem, não importa quão elevadas, são inerentemente limitadas. Pelo contrário, este é um vínculo intrínseco à alma judaica, que é "uma parte do D'us acima" – e neste nível, o judeu e D'us são completamente um só.

Como este vínculo transcende todos os limites, não pode ser afetado pelas ações do homem. Assim como não pode ser produzido pelo serviço do homem a D'us, da mesma forma não pode ser prejudicado pela omissão do serviço ou através do pecado. Pecados e máculas não podem tocar este nível.

A unidade entre o judeu e D'us 

Em Yom Kipur, este vínculo entre a essência de um judeu e a Essência de D'us revela-se em cada judeu – e por isso todas as manchas em sua alma causadas pelos pecados são automaticamente removidas.

Esta é a diferença entre a expiação de Yom Kipur e aquela de qualquer outra época. Na última, o pecado causa manchas na alma, e por isso a pessoa deve trabalhar ativamente para conseguir a expiação – arrependendo-se, o que produz um relacionamento mais profundo entre o homem e D'us. A maior expiação de Yom Kipur, entretanto, vem com a revelação de um vínculo tão elevado que, em primeiro lugar, nenhuma mancha pode ocorrer.

Este conceito é expresso no serviço de Yom Kipur do Cohen gadol, o Sumo Sacerdote, que representava todo o judaísmo. Um dos momentos mais importantes daquele serviço era sua entrada no Santo dos Santos, sobre o qual a Torá diz: "Nenhum homem deve estar no Ohel Moed quando ele entra para fazer expiação." O Talmud comenta que isto se refere até mesmo aos anjos. Ninguém, homem ou anjo, poderia ficar no Santo dos Santos naquela hora, pois o serviço de Yom Kipur é a revelação da unidade essencial entre os judeus e seu Criador. Apenas o judeu e D'us estão lá – sozinhos.

Revelação da essência do judeu

Tal revelação é possível não apenas no Templo Sagrado, através do Cohen Gadol, mas para todo judeu em suas preces de Yom Kipur. Este é o único dia do ano que tem cinco serviços de prece, correspondendo aos cinco níveis da alma.

Na última prece do serviço, Ne'ilah, o quinto e mais elevado nível da alma é revelado, um nível que é a quintessência da alma. "Ne'ilah" significa "trancar", indicando que naquela hora os judeus estão trancados sozinhos com D'us. A essência de um judeu é mesclada e unida à essência de D'us.
Yom Kipur, então, é um dia no qual não existem fatores externos, quando apenas a essência do judeu espalha seu brilho.

Teshuvá pode erradicar o pecado e as manchas na alma; Yom Kipur transcende inteiramente o conceito de pecado e arrependimento – e por isso traz uma expiação mais elevada que em qualquer outra época.

Leis e costumes no dia de Yom Kipur

Pergunta:

Como é proibido jejuar no Shabat, jejuamos em Yom Kipur se cair no Shabat?

Resposta:

Esta pergunta está correta; todos os outros dias de jejum são adiados até domingo quando caem no Shabat.

 - 1 No entanto, ao contrário de todos os outros jejuns, o de Yom Kipur não é adiado, sendo plenamente observado mesmo no Shabat.

- 2 A Torá chama Yom Kipur de “Shabat shabaton” – “O Shabat dos Shabats”,

- 3 implicando que tem precedência sobre o Shabat.

Segundo os ensinamentos chassídicos, o fato de Yom Kipur cair no Shabat não nos “priva” dos prazeres – comer, beber, descansar etc. – que o Shabat normalmente nos proporciona. A natureza extremamente sagrada de Yom Kipur atinge os mesmos objetivos, embora de maneira mais elevada, mais espiritual.

Aqui estão duas explicações sobre esse tópico, extraídas das obras chassídicas:

1 – O Rei David diz:4 “Veja, o olho de D'us é dirigido para aqueles que O temem, aqueles que esperam Sua bondade, para resgatar sua alma da morte e sustentá-los em fome. As palavras hebraicas “para sustentá-los em fome” também podem ser traduzidas como “para sustentá-los com fome”. Num sentido espiritual, fome refere-se ao anseio da alma pela proximidade com D'us, um anseio que deriva do fato de que a alma é “uma parte do D'us acima”5 e sempre deseja reunir-se com sua Fonte. Em Yom Kipur, quando a alma, seus desejos e necessidades são banidos, somente essa fome, essa busca pela espiritualidade, é suficiente para saciar e satisfazer a pessoa. No dia mais sagrado do ano, somos abastecidos não por carboidratos e proteínas, mas pela revelação de nossa própria essência e seu relacionamento intrínseco com D'us.

2 – A necessidade física humana de nutrição vem da necessidade da alma de ser energizada pelas centelhas divinas inerentes dentro de cada criação física. Isso é porque a alma tem muitos níveis, e somente os mais baixos são expressos no corpo, e esses níveis de alma exigem a nutrição espiritual derivada de vários alimentos. A essência da alma, porém, é muito mais elevada que essas centelhas, e portanto não tem necessidade de ser fortificada pelo seu consumo. Assim, em Yom Kipur, quando essa essência está revelada e expressa em todo judeu, não há necessidade de comer ou beber.

Que possamos todos vivenciar um Yom Kipur elevado, um Yom Kipur que lance seu sagrado brilho – e tenha um efeito concreto – sobre o Ano Novo inteiro e abençoado.


Fonte: pt.chab.org.br

Mitzvá do dia - Positiva Nº 11- Talmud Torah - Estudar a Torá

A mitsvá número 11, conforme reunido e enumerado pelo Mestre Rambam, de abençoada memória, é a ordem Divina de ensinar e estudar a sabedoria da Torá, conhecida também como Talmud Torá.


Podemos encontrar a fonte deste mandamento na Torah no livro de Devarim 6:6,7 que nos diz: “E estas palavras que eu te ordeno hoje estarão sobre o teu coração, e inculcarás a teus filhos...”
Este mandamento está repetido muitas vezes: como em Devarim 11:19 “E ensina-los-eis”; Devarim 31:12 – “Para que aprendam”.  A importância deste mandamento e a obrigação de cumpri-lo estão enfatizadas em várias passagens do Talmud (que é a Lei Oral que explica a Torah).

O Sifri e Gemara tem vários comentários sobre cada versículo. No entanto, os comentários sobre o primeiro versículo se relaciona com a aprendizagem pessoal (por exemplo, "'falar sobre eles" - e não sobre outros assuntos "," * Veshinantam * - que as palavras da Torá deve ser acentuada em sua boca ") ou ensinar outros estudantes (por exemplo, "dos seus filhos" quando na Torah cita-se que ensinaremos Nossos Filhos, estes filhos também são os alunos que nos propomos a ensinar... "); enquanto que o segundo verso é entendida como dirigida para ensinar Torá para crianças (por exemplo, "assim como uma criança fala, seu pai ... ensina Torá").

Nos casos mais específicos e situações mais diferenciadas, quando uma pessoa não teve pai para ensiná-la Torah, ela deve se encarregar de contratar um Professor ou Mestre da Torah para cumprir a mitsvá e consequentemente ensinar a seus filhos o que aprendeu com seu Mestre e Pai sobre Torah.

No versículo de Devarim capitulo 6 verso 7 “e as inculcarás a teus filhos, e delas falarás sentados em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te.” Podemos de duas maneiras explicar esse versículo. Ou a Torá está ordenando-nos a ensinar nossos filhos (basicamente, o tempo todo); ou então a Torá está nos ensinando que a nossa forma de ensinar é pelo nosso próprio comportamento - em todos os momentos! Embora a tradução mais direta de "Beshivtechá ..." é "ao deitar-te" - que também pode ser entendido como "através de seu deitar ..."

Ensinar nossos filhos não é algo que podemos isolar nosso próprio comportamento ou da nossa própria aprendizagem. Se não estamos aprendendo a cada oportunidade, estudando a Torá "quando estamos em casa e quando estamos longe ..." então não podemos razoavelmente esperar que nossos filhos se comportam de forma diferente. Eles aprendem não só pelo que dizemos, mas, muito mais poderosamente, pelo que fazemos.

Segundo nossos sábios está claro pela Torah que as mulheres não são obrigadas a obedecer a este mandamento.  Em que sentido? No sentido de o Pai instruir a Torah o seu Filho e a mãe instruir a Torah a sua filha. Em Mishlei (Provérbios) capítulo 30 sabemos que a Lei da Benevolência está na boca da esposa judia virtuosa.  Mas, sabemos que não existe uma restrição explicita para uma mãe ensinar o seu filho e estudar Torah, existe apenas a opção de se isentar, isso abre brecha para que por amor e compreensão mútua o pai e mãe colaborem entre si para um bom ambiente de ensino da Torah em seus lares, mas o líder responsável e obrigado a conduzir estes estudos é o pai.

Mas qual é a importância de estudarmos a Torah?
Estudamos Torah, porque isso é o que define a nossa relação com Hashem - Assim como nós acreditamos em Deus, amando-o, temendo-o e crendo na Sua unidade; Assim nós devemos O imitar aqui neste mundo físico; Porque o estudo da Torah nos condizirá a uma constante relação de proximidade para retificarmos e praticarmos Teshuvá. Da mesma forma que evitemos qualquer tipo de crenças ou práticas estrangeiras que lhes estão associados (Avodah Zarah) - da mesma forma que falamos as palavras de sua Torah e meditamos em todos os momentos porque isso nos trará e aumentará o vínculo mais constante com a Elevada presença e luz Divina que podemos manter - através do nosso intelecto, o que nos faz verdadeiramente humanos e reflete a "imagem de D-us", no qual fomos criados.

O estudo da Torá também nos trará não só um vinculo forte com Hashem, mas também este estudo constitui uma forma de adoração como são a oração, bênçãos, etc.
O Sifri Cap. 85 afirma que devemos  adorá-Lo através do estudo da Sua Torá, adorá-Lo no Seu santuário.
E esta foi o resumo da Mitsvá positiva de número 11 do tipo faça “Estude a Torah” – Talmud Torá.  Que o D-us Eterno, bendito seja ele, abençoe os lares de todos os ouvintes e venhamos a criar um ambiente propício em todos os nossos lares para o Estudo da Torah!


Shalom e até a próxima!

Bibliografia:
  - Torá - Editora Sefer;
  - Sefer Hamitzvot do Rambam - 613 Mitzvot - Editora Sefer
  - http://www.torah.org/learning/rambam/talmudtorah/tt1.3.html
  - http://bible.ort.org/books/torahd5.asp?action=displaypage&book=5&chapter=6&verse=7&portion=45 

Leitura do Sefer Torah - Parashat 53 - Haazinu

Leitura da Parashat Haazinu: