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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Moisés, o líder – Shemot

Moisés foi escolhido como líder não por sua força nem por sua posição, mas porque soube manter o coração aberto ao sofrimento de seu povo.

Grupo Breslev Israel

Moisés foi escolhido como líder não por sua força nem por sua posição, mas porque soube manter o coração aberto ao sofrimento de seu povo. Embora tenha crescido no palácio do faraó, nunca se desconectou da dor dos judeus escravizados. Saía para vê-los, interessava-se por sua situação e carregava interiormente a sua angústia. Essa capacidade de sentir o outro, de não se fechar em seu próprio bem-estar, foi a base de sua liderança.

Quando Hashem Se revela a ele na sarça ardente, não o faz em uma árvore grande e majestosa, mas em um arbusto pequeno, cheio de espinhos, que arde sem se consumir. Isso ensina que mesmo nos lugares mais baixos e dolorosos a Presença Divina pode se revelar, e que o povo judeu, ainda que atravesse fogo, perseguição e exílio, não é destruído. A sarça arde, mas não se queima; o povo sofre, mas não desaparece.

A filha do faraó estende o braço para retirar o bebê do Nilo, mesmo quando humanamente parecia impossível alcançar até ali. A Torá destaca esse gesto para nos ensinar que, quando uma pessoa faz tudo o que está ao seu alcance para ajudar o outro, Hashem amplia esse gesto para além de seus limites naturais. O esforço humano abre o canal para a ajuda Divina.

A grandeza de Moisés também está em sua humildade. Quando Hashem o chama, ele não se sente digno, não se apresenta como alguém importante, mas diz: “Quem sou eu para ir ao faraó?”. Justamente por isso foi escolhido: porque não agia a partir do ego, mas da responsabilidade. Não buscava honra nem poder, mas cumprir a vontade de Hashem e aliviar o sofrimento do povo.

O faraó tentou não apenas escravizar Israel fisicamente, mas também dividi-lo, pois sabia que, enquanto o povo estivesse unido, nenhuma opressão poderia destruí-lo. A divisão enfraquece por dentro aquilo que não pode ser destruído de fora. Por isso, a redenção sempre começa com a união, com o reencontro entre as pessoas, com o reconhecimento de que somos um só corpo.

O livro se chama Shemot — “Nomes” — porque cada pessoa, cada filho de Israel, contribui com uma força espiritual única. A sobrevivência do povo não foi apenas física, mas espiritual: a capacidade de manter a identidade, a alegria interior e a conexão com Hashem mesmo na escravidão. A tristeza profunda quebra o ser humano; a alegria, mesmo em meio à dificuldade, o sustenta e o aproxima da vida.

O tzadik é aquele que mantém essa chama interior acesa e a transmite aos outros. Não porque seja perfeito, mas porque lembra constantemente que Hashem está presente mesmo na escuridão. Enquanto essa consciência viva existir, nenhum exílio é definitivo e nenhuma queda é final.

No fundo, todo o processo da saída do Egito ensina que a verdadeira redenção não é apenas sair de uma terra, mas sair de um estado interior: do fechamento, do ego, do isolamento e da desesperança, em direção a uma vida de fé, humildade, sensibilidade e união. Quando uma pessoa se move nessa direção, ainda que lentamente, já está caminhando rumo à liberdade.


Fonte: Redação Breslev Israel - Tradução realizada por ChatGPT

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