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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

✨ A Doce Vida


Por que há mulheres que estão sempre de mau humor?

Muitas vezes a mulher não suporta o marido e nem sequer sabe por quê…


Rabino Shalom Arush


Essas semanas chamadas “Shovavim”, nas quais lemos as parashiót Shemot, Vaera, Bo, Beshalach, Yitrô e Mishpatim, são um período muito propício para aprimorar o aspecto da santidade pessoal.

Tudo o que diz respeito a evitar a promiscuidade, o adultério e outros aspectos ligados à santidade pessoal é chamado, na Cabalá, de “guardar o fundamento”, pois a santidade pessoal é o alicerce e a base para se ter uma boa vida — uma dolce vita — neste mundo e também no Mundo Vindouro.

Quando falamos em “boa vida”, não nos referimos a conforto material. Ainda assim, podem ter certeza de que, ao cuidar da santidade pessoal, a pessoa também atrai bênçãos materiais, como saúde e um bom sustento, entre muitos outros benefícios.

Aqui falamos de uma “boa vida” infinitamente superior a qualquer coisa que se possa imaginar, algo que não pode ser comprado nem com todo o dinheiro do mundo. Aqueles que são guardiões da santidade recebem um verdadeiro passe VIP para um mundo de prazer e iluminação espiritual sublime, muito além de qualquer prazer físico que o ser humano possa imaginar.

Todos nós valorizamos profundamente a virtude da lealdade. A lealdade começa no amor entre marido e mulher e se estende ao amor pelos filhos, pela família e por toda a nação.

Esse mesmo princípio de lealdade também se aplica à nossa relação com o Criador. Ele é o Único que nos sustenta e nos concede todas as bênçãos que temos na vida. O pacto sagrado — o brit, gravado na carne de todo homem judeu — é o nosso pacto de lealdade com o Criador.

Por isso falamos em “cuidar da santidade pessoal”: assim como um guarda fiel protege o rei, nós protegemos nosso pacto com o Rei dos Reis.

Somente quando o homem se eleva acima do desejo por outras mulheres ele pode começar a amar verdadeiramente sua esposa e desfrutar de uma felicidade matrimonial autêntica. Isso é exatamente o oposto do que ensina a sociedade moderna, e por isso o divórcio se tornou tão comum.

A santidade pessoal é um pré-requisito para o amor genuíno e duradouro, e não a atração sexual, como muitos pensam equivocadamente. Uma relação baseada no desejo do corpo é promiscuidade, não felicidade conjugal, e não produz nem filhos virtuosos nem paz no lar.

A luxúria é um dos principais fatores do aumento do divórcio. A esposa de um homem que não cuida de sua santidade pessoal sofre e frequentemente vive de mau humor. Conscientemente, ela nem entende por que não suporta o marido, mas pelo fato de ele não guardar o pacto, ela é conduzida do Alto a se opor a ele.

Quanto mais ele olha para outras mulheres e pensa nelas, menos ela coopera com ele. Mesmo que, conscientemente, ela tente ser a melhor esposa do mundo, não conseguirá enquanto ele permanecer imerso na promiscuidade.

Por causa da luxúria, o homem também não é capaz de amar verdadeiramente sua própria esposa. Ela sente essa falta de amor, e a relação se deteriora ainda mais. A chave do amor não é a luxúria dentro do relacionamento, mas sim atrair a Presença Divina para dentro dele.

O sucesso no casamento e a satisfação que os filhos proporcionam aos pais se baseiam em um único fundamento: o amor e a lealdade entre os membros do casal. Assim, o lar se transforma em um lugar de amor e alegria.

O verdadeiro amor não pode começar enquanto houver indulgência sexual, pois a indulgência e a promiscuidade são formas extremas de egoísmo. Amor é dar, não tomar.

A Torá relata que Isaac tomou Rebeca por esposa (Gênesis 24:67): “E ele a amou”. Isaac, que se ofereceu na Akeidá como sacrifício a HaShem, possuía um nível perfeito de santidade. Seu amor por Rebeca não tinha relação alguma com a luxúria. Assim é como todo homem deve amar sua esposa.

Nossos livros sagrados estão repletos de elogios àqueles que cuidam de sua santidade pessoal.

Que Deus os coroe com todas as bênçãos e com sucesso em seus empreendimentos.

Amém.

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