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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Parashat Mishpatim

Parashat Mishpatim



Nossa Parashá nos conta sobre alguém que assassinou sem querer.

Assassino, mas por engano. Então porque ele é chamado pela Torá de assassino ?

Nossa Parashá nos conta que a pessoa que matou alguém sem intenção é exilada para uma das "cidades de refúgio".

A linguagem do versículo é: "ele não teve intenção mas D'us colocou (esse acontecimento) na mão dele".

Mas porque D'us deixaria acontecer uma coisa dessas por meio dele?Disse o rei David à Shaul:- "Como diz o provérbio original (se relacionando à Torá) "Dos malvados sai o mal".

E por esse motivo, mesmo tendo tido a oportunidade de matar Shaul em legítima defesa, ele, não o fez.

E aonde a Torá nos diz que dos malvados sai o mal?

Nesse nosso exato versículo! "D'us colocou na mão dele" !

Ou seja, uma coisa ruim decretada pelo tribunal Divino para acontecer no mundo, acontece por meio de uma pessoa ruim (e por isso David não matou Shaul mas se protegeu de outra maneira, fugindo para a terra dos filisteus)

Pergunta Rashi:- Sobre o quê nosso versículo está falando?

E ele próprio responde:- Sobre duas pessoas!

Uma que assassinou sem intenção e outra que assassinou intencionalmente, e que nesses dois casos não havia testemunhas e eles não receberam nenhum castigo.

Um decreto do tribunal Divino trás os dois a um mesmo lugar.

Esse que tinha assassinado intencionalmente (nessa reencarnação ou em outra) está sentado embaixo de uma escada, e esse que tinha assassinado sem intenção (também nessa reencarnação ou em outra) sobe na escada.

Sem querer, o que tinha assassinado sem intenção cai sobre aquele que tinha assassinado intencionalmente matando ele sem intenção na frente de pessoas que testemunham esse acontecimento , consequentemente ele é condenado à exílio.

Final da equação:

Esse que matou sem intenção é exilado e esse que matou intencionalmente é morto fazendo acontecer o “Tikun”, o “conserto” daquelas duas almas que carregavam essa pendência até que essa “correção” acontecesse.

Diz o Ari Zal que isso pode ser dividido em duas reencarnações.

Na primeira ele assassinou intencionalmente e na segunda ele foi morto, e esse é o conserto e refinamento dessa alma, o mesmo se aplica ao segundo caso.

Essa equação é aplicada a qualquer transgressão determinando uma regra chamada "megalguelim ze'hut al yedei zakai ve'hová al yedei hayav" .

Ou seja, lá de cima fazem uma coisa boa acontecer por meio de uma pessoa boa e uma coisa ruim por meio de uma pessoa ruim.

E muitas vezes uma pessoa boa na reencarnação atual infelizmente tinha sido uma pessoa ruim na reencarnação anterior e carrega essa pendência sem saber.

Como no caso que trás o Ari Zal sobre um dos inúmeros motivos espirituais pelos quais uma mulher tem um aborto

Nessa reencarnação ou em alguma anterior ela concordou em fazer um aborto não por perigo de vida dela mas talvez por motivos sociais ou econômicos.

A partir daí essa mulher carrega essa pendência.

Em outro caso uma pessoa cometeu uma transgressão passível de uma pena Divina chamada "caret" (redução da vida para menos de cinquenta anos) mas ela já estava velha e não tinha como passar por esse "caret".

Font: www.RabinoGloiber.com

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Medicina convencional e Medicina alternativa

Medicina convencional e Medicina alternativa

A Torá nos ensina que se duas pessoas brigarem e um ferir o outro, uma das coisas que o agressor é condenado é a pagar o custo do médico para curar o agredido.



Sendo que a Torá nunca tiraria de alguém algo indevido e esse custo não aparece aqui como multa.

Daqui concluem nossos Sábios que a Torá deu ao médico a permissão Divina para curar, como diz Abaye na Guemará em Brachot (60/a).

Essa “permissão” da Torá não está tratando de “caso ele queira” rezar para Hashem curar ele é o suficiente e “caso ele queira” ir ao médico está permitido, mas sim que ele é obrigado a ir ao médico.

Ou seja, permissão aqui quer dizer obrigação. Hashem dá a força para o médico curar e a obrigação para o doente procurar o médico.

O Shul'han Aru'h em “Yoré Deá” traz essa lei na prática determinando que ir ao médico quando necessário é uma Mitzvá da Torá para todos os judeus e está incluída na Mitzvá de “Pikua'h Nefesh”.

Por isso, diz o Shul'han Aru'h:

Qualquer pessoa que está em uma situação que necessita de um médico e opta por não ir é um criminoso (contra si próprio) (Yoré Deá 336/1).

Ou seja, pela Torá um crime contra si próprio também é um crime, e quando a Torá nos pede para agir de maneira natural temos que agir assim porque essa é a vontade Divina

Medicina alternativa

A Torá diz que foi dada ao médico a permissão para curar.

Em alguns casos a medicina convencional é melhor e em outros a alternativa é mais eficiente.

Em um caso de úlcera gástrica por exemplo, algumas vezes pela medicina convencional é necessário fazer uma operação e a medicina alternativa resolve o mesmo problema com uma dieta, o que é uma melhor opção.

Ou em caso de dores, às vezes a medicina convencional só consegue resolver isso com remédios fortes que trazem efeitos colaterais ou viciam, e a medicina alternativa resolve o mesmo problema com acupuntura.

Sendo que os resultados são reais e até os convênios estão oferecendo medicina alternativa, está claro que devemos optar pelo tratamento mais eficiente, mais eficaz e menos prejudicial à saúde, sendo ele medicina convencional ou alternativa.

Mas quando a medicina alternativa envolve assuntos de idolatria como cura por meio de espíritos ou coisas desse gênero, aí entramos na proibição da Torá em relação a idolatria, e esse tipo de medicina alternativa é proibido pela Torá.

Três médicos, duas opiniões.

Quando o problema de saúde é complexo e envolve assuntos irreversíveis, o ideal é se consultar com três médicos diferentes e, sem faltar com o respeito a nenhum deles optar pela melhor solução.

No caso que dois médicos estão diagnosticando igual é mais provável que estejam mais certos do que o outro.

Médico jovem e médico velho

Geralmente um médico jovem está mais atualizado sendo que a medicina se desenvolve de ano para ano e essa área exige muitas horas de estudos diários dificultando aos médicos mais antigos acompanhar esse desenvolvimento. Mas toda regra tem exceções!

E esse é um dos sinais da vinda do Mashia'h, que "Os jovens vão fazer os velhos passarem vergonha".Vemos isso atualmente em quase todas as profissões!

Mashia'h está chegando!!!!

Diz o Rebe que no caso de nós judeus, nossa saúde material depende da nossa saúde espiritual.

E da mesma maneira que quando sentimos fraqueza em um órgão material devemos ir ao médico sendo que precisamos nos comportar de maneira natural e a Torá deu permissão, que quer dizer também força, ao médico para curar , assim também devemos nos comportar quando sentimos fraqueza em um assunto espiritual

Font: https://rabinogloiber.org

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

La Dolce Vita

Por que existem mulheres que estão sempre de mau humor? Muitas vezes a esposa não suporta o marido e nem sabe por quê...

Rabino Shalom Arush




















Estas semanas chamadas “Shovavim”, nas quais lemos os parashiot Shemot, Vaera, Bo, Beshalach, Ytro e Mishpatim, são um momento muito favorável para melhorar o aspecto da santidade pessoal. Tudo o que está relacionado com evitar a promiscuidade, o adultério e outros ramos da santidade pessoal é o que na Cabalá é conhecido como “cuidar do alicerce”, uma vez que cuidar da santidade pessoal é o alicerce e a base para ter uma vida boa - uma dolce vita- neste mundo e também no Mundo Vindouro.

Por “vida boa” não nos referimos a confortos materiais, mas tenha certeza de que, ao cuidar da santidade pessoal, estamos também invocando todos os tipos de bênçãos materiais, como saúde e um bom sustento, entre muitos outros benefícios. Aqui estamos nos referindo à “boa vida” que é muito melhor do que qualquer coisa que você possa imaginar, algo que não pode ser comprado com todo o dinheiro do mundo. Os sortudos que são “guardiões da santidade” recebem um ingresso VIP para um mundo de prazer e iluminação sublime no reino espiritual, que supera em muito qualquer prazer físico que o ser humano possa imaginar.

Todos nós apreciamos muito a virtude da lealdade. A lealdade começa com o amor entre marido e mulher, que se estende também ao amor pelos filhos, pela família e por toda a nação. Esse mesmo princípio de lealdade também se aplica ao nosso relacionamento com o Criador; Ele é o Único que nos sustenta e nos proporciona todas as bênçãos que temos na vida. A aliança sagrada – o brit, que está gravada na carne de cada homem judeu – é a nossa aliança de lealdade com o Criador. É por isso que nos referimos a brit como “guardar a santidade pessoal”, porque, como uma guarda de honra leal, guardamos a nossa aliança com o Rei dos Reis.

Somente quando alguém supera seu desejo por mulheres é que ele pode começar a amar sua esposa e desfrutar a verdadeira felicidade conjugal. Isto é exatamente o oposto do que pensa a sociedade moderna. E é por isso que o divórcio está tão na moda hoje. A santidade pessoal é um pré-requisito para o amor genuíno e permanente (e não a atração sexual, como tantas pessoas muitas vezes pensam – erradamente). O relacionamento que gira em torno do desejo do corpo é, na verdade, promiscuidade, não felicidade conjugal. Esse tipo de relacionamento não resulta em bons filhos nem em paz conjugal.

A luxúria é o principal fator que influencia o aumento da taxa de divórcio. A esposa do homem que não cuida da sua santidade pessoal sofre e está sempre de mau humor. Em um nível consciente, nem lhe ocorre por que ela não suporta o marido. Mas porque ele não cumpre o pacto, ela é programada de Cima para se opor a ele. Quanto mais ele olha para outras mulheres e pensa nelas, menos ela coopera com ele. Mesmo que em um nível consciente ela tente ser a melhor esposa do mundo, ela não conseguirá enquanto ele permanecer atolado na promiscuidade. Por sua vez, por causa da sua luxúria, o homem não é capaz de amar a sua própria esposa. Ela sente essa falta de amor e então o relacionamento afunda ainda mais. A chave para o amor não é a luxúria em seu próprio relacionamento, mas invocar a Presença Divina em seu relacionamento.

O sucesso na relação conjugal e a gratificação que os filhos proporcionam aos pais baseiam-se todos no mesmo fundamento: o amor e a lealdade dos membros do casal. Então sua casa se torna um lugar de amor e alegria. O verdadeiro amor não pode começar enquanto a pessoa for indulgente no sentido sexual, pois a indulgência e a promiscuidade são as formas mais extremas de egoísmo. E amor é dar, não receber.

A Torá ensina que Isaque tomou Rebeca como esposa (Gênesis 24:67): “E ele a amou”. Isaque, o santo que se ofereceu para ser sacrificado na Akeidá como sacrifício a HaShem, certamente tinha um nível perfeito de santidade. Seu amor por Rebeca nada tinha a ver com luxúria. É assim que todo homem deveria amar sua mulher.

Nossos livros sagrados estão repletos de elogios àqueles que mantêm sua santidade pessoal.

Que Deus o coroe com todas as bênçãos e sucesso em seus empreendimentos! Amém!

Font: breslev.com

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

O Terceiro Princípio de Fé (Emunah)

O Terceiro Princípio da fé judaica é:

Crer com plena fé que o Criador não é corpo. Conceitos físicos não se aplicam a Ele.



Não há nada que se assemelhe a Ele.

A desmaterialização dos conceitos:

Falar com um ser humano sobre o que é um “mundo da Yetzirá” (o Baixo Paraíso) ou um “Mundo da Briá” (o Alto Paraíso) e quais revelações Divinas temos nessas grandes alturas espirituais é como por exemplo descrever para um cego que nasceu cego e só vê escuridão, contar para ele tudo o que você viu nas suas ultimas férias...

Paisagens maravilhosas que ele não tem como imaginar...

Você vai contando para ele e no pensamento dele “preto mais preto é igual a preto” “escuro mais escuro é igual a escuro” e por fim ele te diz que já conseguiu imaginar tudo o que você contou.

Você responde :- Querido, você não tem culpa, mas se você conseguiu imaginar saiba que não é isso!

Simplesmente você pode ouvir mas não pode imaginar, tudo que você vai imaginar vai ser “preto mais preto é igual a preto, uma grande escuridão!”

Assim funciona o nosso pensamento , ” matéria mais matéria é igual a matéria ” e novamente “matéria mais matéria é igual a matéria” e você acha que já sabe tudo!

Ou seja , espiritualmente falando “preto mais preto é igual a preto” se conseguimos com nosso pensamento imaginar o espiritual uma coisa já podemos ter certeza :- Que não era isso!!!

Ou seja, o espiritual é tão bom, tão melhor , que não temos os sentidos para imaginá-lo .

Então simplesmente temos que saber que O Criador não é corpo.

Conceitos físicos não se aplicam a Ele.

Não há nada que se assemelhe a Ele;

Nosso principal problema é que desde pequenos damos forma ao que ouvimos (e sendo que são formas materiais consequentemente são erradas) e o nosso trabalho Divino principal é eliminar essas materializações dos assuntos espirituais e cada vez novamente nos conscientizar de que:

1- O Criador não é corpo.

2- Conceitos físicos não se aplicam a Ele.

3- Não há nada que se assemelhe a Ele !!

Font: Rabino Gloiber

domingo, 12 de janeiro de 2025

Invista no lugar certo

Você tem dificuldades? Você está passando por momentos difíceis? Isso faz parte da vida. Você tem vícios? Essa é a sua natureza. Você foi criado para lutar.

Grupo Breslev Israel



Portanto, quando a pessoa quer se aproximar de Hashem e, principalmente, quando ela vê que sua Inclinação ao Mal se levanta contra ela e ela tropeça em todo tipo de dificuldades, ou ela se enche de vícios e se afasta da santidade, da pureza e do bom caráter , percebe-se que deve investir seu tempo no trabalho da vontade. Não há outra solução. Não existem atalhos. Todas as outras dicas podem lhe dar uma solução temporária, mas mesmo isso é questionável. Seja como for, não será uma solução raiz ou permanente, porque você não fez uma mudança completa. É como um analgésico que alivia a dor ou baixa a febre, mas trata apenas os sintomas e não a raiz do problema. Você tem dificuldades? Você está passando por momentos difíceis? Isso faz parte da vida. Você tem vícios? Essa é a sua natureza. Você foi criado para lutar. Você pode investir energia e muito esforço, mas vai se sentir como se estivesse escalando uma parede lisa: avançando um passo e recuando dois e no final perderá a vontade e a esperança. Porque você está tentando fazer isso sozinho, quando a Gemara diz claramente que isso é algo que está muito além de suas possibilidades. Então você está investindo suas forças no lugar errado.

Você tem que entender que deve fazer uma mudança na sua natureza e que só existe uma maneira de fazer isso: uma forma simples, clara e acessível para cada pessoa.

O Rabino Nachman ensina: “A oração muda a natureza”. Só existe uma coisa capaz de modificar a natureza: a oração, na qual pedimos ao Criador, que criou a natureza, que a mude.

Este princípio é citado por nossas fontes em diversas ocasiões e é um princípio de fé básico para todo crente: todo o poder da natureza está nas mãos do Criador, que pode mudar a natureza de acordo com Sua vontade e produzir milagres e maravilhas. Portanto, em relação a cada problema ou dificuldade que alguém possa ter, sem exceção, mesmo as coisas que não têm solução natural, é possível e necessário recorrer ao Criador e pedir Sua ajuda.

A seguir, gostaria de relatar um episódio que aparece na Gemara (Taanit 25a):

O rabino Chanina ben Dosa tinha um vizinho que construiu uma casa e encomendou vigas de madeira para o telhado, mas as vigas eram muito curtas. Então a mulher foi até o Rabino Chanina ben Dosa para lhe contar sobre o problema que ela tinha. Ele orou por ela até que as vigas ficassem um côvado mais longas do que o necessário em cada lado. O Maharsha explica que as vigas ficaram maiores do que o necessário para tornar o milagre conhecido. Na verdade, um dos Tanaites diz que viu aquela casa e que os moradores da cidade lhe disseram: “Esta é a casa para a qual o Rabino Chanina forneceu um telhado com as suas orações”. Desta forma, Hashem queria fortalecer a fé das pessoas no poder da oração.

Nesta história, vemos como as orações do Rabino Chanina produziram uma mudança completa na natureza, fazendo com que as vigas de madeira se alongassem. Esta história não é incomum. Existem muitas histórias semelhantes a esta. E isso ocorre porque “na verdade, o tsadic governa com suas orações, como diz o versículo: 'O governo justo' (Samuel II 23:3)” (Likutey Moharan I 10). Portanto, a Gemara também fala sobre os tzaddikim que conseguiram ressuscitar pessoas mortas. Existe uma mudança na natureza maior do que isso?

Na verdade, cada judeu é capaz de modificar a natureza com as suas orações. “Cada israelita possui o nível de 'governo justo' conforme declarado no versículo: 'Teu povo Israel é todo justo' (Isaías 60:21). Esse é o significado do versículo “Israel é o Seu domínio” (Salmos 114:2). Isto é: quem reina sobre Mim? O justo” (Likutey Moarán 34). Não é apenas que o judeu pode mudar a natureza, mas é a vontade de Hashem que o povo de Israel governe através das suas orações e, desta forma, traga abundância para o mundo inteiro. Isto porque quando os judeus implementam a oração, a soberania de Hashem é revelada e expandida.

De acordo com o que foi dito, podemos perguntar: Você realmente quer mudar? Isso significa que, em essência, você deseja mudar sua natureza humana: “O espírito da pessoa anseia e deseja o roubo e os relacionamentos proibidos” (Makot, capítulo 3). Quando alguém ora, pode-se mudar a natureza. Ele pode anular todos os maus instintos e desejar ardentemente se aproximar de Hashem, de modo que todos os impulsos e desejos de seu coração sejam direcionados somente a Hashem. Portanto, se você perceber que tem desejos físicos, defeitos e vícios que o dominam, saberá que existe uma maneira de anular tudo isso e que você pode deixar tudo isso para trás através da oração, porque de acordo com as leis espirituais, para mudar o natureza, a oração é necessária.

É impossível receber algo sem oração. Essa é uma das leis da Criação, conforme expressa no livro Daat Torá (do Rabino Yerucham Leibovitz da Mir Yeshiva: Beresheet): Este é um princípio de toda a Criação: nada se recebe sem oração. E esta é, de facto, uma grande ideia e uma grande revelação no que diz respeito ao tema da oração... Surpreende-nos a forma como a Criação, desde o seu surgimento, foi regida por esta lei. Dessa forma, toda a vegetação já existia abaixo da superfície, mas nada surgiu ou foi fornecido, nem material nem espiritual, até que o homem chegou e a extraiu da terra. E como você extraiu isso? Com orações.

Isto é, só é possível receber abundância genuína através da oração. “Abundância genuína” refere-se à abundância que aproxima uma pessoa de Hashem, porque ela sabe com certeza que Hashem lhe deu essa abundância e agradece-Lhe por isso. Quando uma pessoa recebe algo sem ter rezado, não se trata de uma abundância genuína, mas sim de uma espécie de abundância que acabará por lhe causar danos, enchendo-a de orgulho, o que a fará pensar que conseguiu tudo isso sozinha, o que fará com que ele se distanciou de Hashem.

Todo o propósito da Criação é que reconheçamos o Criador e saibamos que tudo vem Dele. E conhecemos e reconhecemos o Criador como resultado de termos recebido tudo através da oração. Portanto, “A essência de unir-se e apegar-se a Hashem, Bendito seja Ele, é orar a Ele. Porque a oração é a porta pela qual chegamos a Hashem, Bendito seja Ele. E a partir daí nós O conhecemos” (Likutey Moharan II:84). Hashem anseia pela oração de cada pessoa, pois esse é o propósito da Criação. Portanto, o Criador estabeleceu uma lei segundo a qual Ele aceitará todos que orarem. E por isso todo aquele que deseja receber algo deve orar muito.

Quando oramos abundantemente, sem dúvida receberemos o que pedimos. Este é um princípio espiritual segundo o qual toda a abundância que vem do Alto deve vir através de vasos. Esses vasos são as palavras da oração. Como afirma o Rabino Nachman: “Como podemos reduzir a abundância? Com oração Porque as palavras são vasos que recebem abundância” (Likutey Moharán I 102). Portanto, Hashem sempre quer dar abundância com grande generosidade. E Ele quer que tragamos os vasos para receber essa abundância, pois a abundância que chega até nós sem ter vasos preparados nos causa danos. Portanto, Hashem quer que oremos muito para que possamos construir os vasos com os quais receberemos abundância. Não oramos para “convencer” Hashem. Hashem quer nos dar mais do que queremos receber. “Mais do que o carneiro quer mamar, a vaca quer mamar” (Pesachim 112a). Rezamos apenas para construir vasos com os quais possamos receber toda a bondade e generosidade do Criador. Portanto, quanto mais oramos, mais recebemos.

💛Salmos 128:5 e 6: "Na verdade, assim será abençoado o homem que teme Hashem. Que Hashem te abençoe desde Sião; que você veja a bondade de Jerusalém todos os dias de sua vida. Que você veja os filhos de seus filhos, paz para Israel."💛

Font: Breslev.com

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Nossos dias e o passar da vida

O Rei David escreve no Tehilim (Salmos 90/10) que: “os dias da nossa vida são setenta anos e se forem com Guevurot (durezas) serão oitenta anos”, o versículo continua com as palavras: “a melhor parte desses dias é gasta com esforço e sofrimento porque esses anos passam rápido e voando”. Vemos que a expectativa de vida mundial também oscila em volta desses números.








O Zohar nos conta que no momento em que a pessoa falece é dada a ela, a permissão de ver a dimensão que ela não conseguia ver antes. Ela vê seus parentes e amigos que já estão no Gan Éden (Paraíso), e eles se revelam para ela com a aparência que tinham neste mundo para que ela possa reconhecê-los. Se essa pessoa era um “Tzadik” todos vêm alegres ao seu encontro e o cumprimentam com a palavra “Shalom” que quer dizer paz.

A palavra Tzadik tem vários significados, e nesse caso se aplica a uma pessoa que passou pelo julgamento do tribunal Divino e saiu vitoriosa. A aplicação desse termo em relação à pessoa que está deixando esse mundo, se refere ao fato de ela ter saído de forma justa do seu julgamento. Passamos por esse julgamento no momento em que a Alma deixa o corpo.

Os motivos para uma pessoa sair vitoriosa do julgamento do tribunal Divino, são o fato de ela ter se arrependido em vida das coisas ruins que fez, e por isso receber um grande desconto nos sofrimentos que deveria passar para retificar essas coisas ruins; e também pelo fato de ela ter sofrido “medida por medida” e retificado dessa maneira todo o mal que fez nesse mundo.

As coisas boas que uma pessoa fez para ter direito ao Gan Éden (Paraíso Espiritual), raramente se perdem; exceto se tiver se arrependido profundamente de tê-las feito, o que geralmente não acontece. A retificação pelas coisas ruins que fizemos são no máximo “medida por medida”, e não mais do que isso, e não existe castigo eterno. Mas para as coisas boas que fizemos recebemos uma recompensa eterna.

Quando a pessoa falece com o mérito da recompensa eterna, ela é recebida com muita alegria pelos seus parentes e amigos que vêm especialmente do Paraíso para recebê-la. Mas se ele não foi um Tzadik, as únicas pessoas que se revelam para ele no momento da morte, são as pessoas ruins que estão sendo temporariamente atordoadas no “gehinon”, o qual é o lugar da retificação das Almas. Nesse caso todos aparecem para ele tristes, o recebem com um grito de dor e se despedem com um grito de dor. Ele olha para eles e os vê como fagulhas que sobem do fogo, e ao vê-los ele também dá um grito de dor.

Diz Rabi Shneior Zalman, nosso primeiro Rebe: “sempre devemos nos relacionar aos sofrimentos deste mundo com alegria”. Porque não existe sofrimento de verdade, a não ser o do gehinom. Um pouquinho de sofrimentos neste mundo nos livra dos verdadeiros sofrimentos que são os sofrimentos do gehinom. Mesmo sendo o gehinom limitado a 12 meses e não mais, a intensidade dele é muito grande e uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores sofrimentos aqui nesse mundo.

Referente ao nosso assunto (falecimento); depois que todos os parentes e amigos se encontram com muita alegria com a pessoa que faleceu, levam-na para um passeio lá no mundo de cima e mostram o lugar reservado para ela no Gan Éden (Paraíso), depois ela volta para o este mundo, para o enterro do seu corpo.

Rabi Yehuda no Zohar, nos conta que após o enterro a Alma ainda continua sete dias neste mundo, e todos esses sete dias ela vai da sua casa para o seu túmulo e do seu túmulo para a sua casa, e fica enlutada pelo seu corpo que morreu. Ela se senta dentro de sua casa e vê que todos estão tristes e enlutados, e fica enlutada com eles também. Depois de sete dias ela vai para o seu caminho.

Em primeiro lugar, ela chega ao túmulo dos nossos três patriarcas. Esse lugar fica na cidade de Hevron em Israel e é chamado de Mearat Hama’hpela. Lá, diz o Zohar, ela: “vê o que vê” e “sobe para o lugar que sobe” até chegar ao Gan Éden HaTahton, ao baixo Paraíso. Lá ela encontra os Kruvim que são os anjos guardiões do Gan Éden. Se ela tem o mérito de entrar, eles liberam a entrada dela.

A Alma é comparada à Luz, e para ela usufruir do Gan Éden ela precisa de um corpo que é o receptáculo da luz. Da mesma forma que ela precisou do corpo material para interagir aqui no nosso mundo material, ela precisa de um corpo espiritual para usufruir do mundo espiritual, do Gan Éden. Entrando lá ela se encontra com os Anjos Mihael, Gavriel, Uriel e Refael segurando para ela um corpo espiritual lindo feito pelos mandamentos Divinos que ela cumpriu nesse mundo.

Aqui no nosso mundo material temos um corpo feito com os elementos básicos que são o fogo, o vento, a água e a terra, no Gan Éden a alma recebe um corpo espiritual feito para ela com quatro elementos básicos espirituais, e no mérito dos Mandamentos que ela cumpriu. Ela se reveste nesse corpo com muita alegria, e assim ela entra no Gan Éden HaTahton, no baixo Paraíso, onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres aqui. Ela fica lá até subir ao Gan Éden HaElion, o alto Paraíso, onde uma hora lá equivale a setenta anos dos maiores prazeres no Gan Éden HaTahton.

Para entendermos essa passagem do Zohar, precisamos primeiro entender o conceito cabalístico de luzes e receptáculos. Hashem (D’us) é a essência do bem e a natureza do bem é fazer o bem. O Zohar chama a revelação Divina de “a luz infinita”. A partir do nível chamado de a “essência Divina” começa uma descida, e a primeira etapa dessa descida é a grande ocultação chamada de “o grande tzimtzum” que é a primeira raiz dos “receptáculos”.

A partir do nível “Essência Divina”, cada descida de nível nesse desencadeamento, até chegarmos ao nível no qual deixamos de ser o “brilho do Sol no Sol”; e já recebemos nossa identidade própria, e nos tornando “Parte de Hashem”, é um paralelo de “luzes” e “receptáculos” até o mundo de Atzilut onde finalmente começamos a existir, e nos tornamos “parte de Hashem”.

Alma animal e Alma Divina

A primeira alma a entrar no nosso corpo é chamada de alma animal, e está vinculada ao sangue. A Guemará nos conta que no momento em que uma mãe engravida, é colocado nesse óvulo uma alma animal do nível deste mundo, onde o bem e o mal estão misturados. Essa alma animal está revestida em todo o corpo, mas a principal revelação dela é no sangue, no lado esquerdo do coração, que bombeia o sangue oxigenado para todo o corpo. Sendo que a alma animal, é uma alma espiritual, podemos fazer transfusões de sangue, transplante de coração, e mesmo assim ela continua no nosso corpo.

Uma segunda alma é dada à cada judeu e também à quem faz uma conversão kasher ao judaísmo. Ela já estava vinculada a essa pessoa desde que nasceu. Essa segunda alma é chamada de Alma Divina (Neshamá). No começo ela está no nosso corpo de maneira “envolvente”. Ou seja, ela está no nosso corpo, mas não está “revestida” nele. Portanto, não recebe a influência das coisas “ruins” que fazemos.

Quando uma menina faz doze anos ou um menino faz treze anos, nossa Alma Divina, que somos nós próprios, deixa a condição de “envolvente” e se reveste na alma animal, e assim tanto a alma animal quanto o corpo se tornam acessórios da nossa Alma Divina.

Toda linguagem na Torá indica um assunto espiritual. Quando D’us coloca essa Alma Divina no primeiro homem é usada a linguagem “soprou”. Diz o Zohar que essa língua é representativa. Quem sopra, sopra o que estava dentro, e quem coloca, coloca o que estava fora. Não está escrito que D’us colocou a Alma no primeiro homem, mas sim que D’us soprou, nos indicando que essa Alma vem da essência Divina e é definida como sendo “uma parte de D’us”.

Essa Alma é você!

Você que desceu do céu para vencer uma corrida de obstáculos que chamamos de vida, e ganhará por mérito próprio um “baixo paraíso” no qual uma hora equivale a setenta anos dos maiores prazeres neste mundo. Se você se esforçar mais, você ganhará um alto paraíso, onde uma hora equivale a setenta anos no baixo paraíso. E tudo isso como prêmio por fazer o trabalho Divino, meta da corrida de obstáculos.

A Neshamá é pura e linda, cada ano que passa ela fica mais refinada e reluzente por meio do nosso cumprimento dos 613 mandamentos Divinos. Poderíamos dizer como exemplo que a cada ano que passa, enquanto o corpo fica mais velho, a Neshamá fica “mais jovem”.

O povo de Israel é chamado de “O povo escolhido”. Mas quem participou desse concurso Divino para ser escolhido? Nossa Neshamá não poderia ter participado, sendo que ela é diferente das almas dos povos do mundo.

Quem se parece com os povos do mundo? Nosso corpo! Ele foi escolhido! E o que ele ganhou com essa escolha? Ele ganhou Kedushá, ganhou santidade! Quando cumprimos um Mandamento Divino ele recebe Kedushá, ele recebe santidade!

A cada Mandamento Divino que cumprimos, nosso corpo e nossa alma animal se tornam mais sagrados e refinados. No futuro, quando ressuscitarmos, este nosso mundo material vai se tornar mais alto Paraiso do que o alto Paraíso, usufruiremos do mais alto nível chamado de Keter de Atzilut. Sendo que esse nível de revelação está acima da raiz da nossa Alma Divina, só conseguiremos usufruir desse nível tão elevado por meio do nosso corpo e da nossa alma animal, pois a raiz deles é o mundo do Tohu que está acima da raiz da nossa Alma Divina.

Com o fenômeno espiritual da “quebra dos receptáculos” do mundo de Tohu, tanto nossa alma animal quanto nosso corpo se tornaram “luzes caídas”; mas mantém o vínculo com a sua raiz, e por isso vamos precisar deles no futuro como um filtro para podermos usufruir da intensidade dos prazeres do Keter de Atzilut.

Fonte: Rabino Gloiber

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

A lei da gratidão

A lei da gratidão Quem precisa de leis?



Você já ouviu falar sobre a lei da gratidão? Não. Bem, bem. É uma lei que mudou a vida de milhares de pessoas e que também recomendo a vocês. Antes de entrar no assunto, gostaria de explicar o que é uma lei e qual a função que ela desempenha. A lei (hebraico: jok) é uma estrutura saudável para a vida. A lei protege os seres humanos e a sociedade. As limitações são justamente limites seguros que nos proporcionam estabilidade e tranquilidade. Afinal, as leis são ferramentas poderosas que nos permitem viver a vida com segurança e estabilidade, com saúde e com elevada qualidade de vida. A criança precisa de limites para se desenvolver bem e a sociedade precisa de leis para sobreviver. E com muito mais razão o que foi dito também se aplica às leis da Torá, que são leis da vida, leis cujo único objectivo é permitir ao indivíduo viver uma vida boa e doce.

O que isso tem a ver com as leis da natureza? As leis da natureza também nos proporcionam estabilidade. Graças a eles, sabemos exatamente quando é dia e quando é noite, quando está quente e quando está frio. Usamos o calor do fogo para ferver água, cozinhar e assar, usar eletricidade e viajar de carro. As leis da física e da mecânica nos ajudam a construir casas e a fabricar carros. E as leis da biologia e da química são usadas para curar doenças e para cultivar frutas e vegetais, árvores e flores, criar animais, etc. Se não tivéssemos leis, tatearíamos como um cego no escuro. Hashem criou as leis como parte inseparável da existência da Criação para nos ajudar, seres humanos, nos guiar e nos permitir alcançar nossos objetivos.

Cada lei que você conhece não o limita ou restringe, mas antes lhe fornece uma ferramenta maravilhosa para criar, agir e realizar grandes coisas na vida. Quase não há limite para as coisas que se pode fazer quando se sabe como usar as leis para as próprias necessidades e para a retificação do mundo. Mas, claro, não basta apenas conhecer as leis, é preciso também aplicá-las.

Gostaria de oferecer a você, caro leitor, uma ferramenta forte e muito poderosa, uma lei nova e não tão conhecida e é meu desejo que esta lei seja dada a conhecer ao Povo de Israel e a todas as nações para que todos os habitantes do mundo pode usá-lo, tanto homens como mulheres, adultos e crianças. Espero que todos possamos perceber a incrível bênção que, sem dúvida, esta lei nos trará.

Prazer em conhecê-lo

Esta lei é chamada de “lei da gratidão” e gostaria de explicar brevemente o que é:

A lei da gratidão afirma que ao agradecer a Hashem por cada problema e cada dificuldade de uma forma ordenada, séria e fixa, como explicarei abaixo, pode-se ver milagres revelados, resolver todos os problemas da vida, ser salvo de cada dificuldade que surgir, abra canais fechados, supere todos os desafios, cure todas as aflições e veja mudanças de 180° tanto no corpo quanto na alma e em todas as áreas da vida em um grau infinito.

Resumindo: agradecemos e eliminamos todos os problemas.

A lei da gratidão não é uma lei que limita você como pessoa, mas, pelo contrário, derruba todas as limitações que restringem você e todas as leis da natureza e lhe proporciona luz, expansão, milagres e salvações.

Fonte: www.myemuna.com